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[Texto] Efeitos de um primeiro amor

Eu te adicionei no facebook e nós começamos a conversar, porque eu fui corajoso e eu tomei a iniciativa. Mesmo sempre tendo a sensação que estava incomodando, não conseguia me conter e sempre lhe chamava, mesmo quando não tivesse assunto algum. Não importava o assunto, eu só queria arranjar uma maneira de conversar com você. E todas as vezes que você respondia com carinho e atenção, meu coração acelerava de forma surpreendente. Porém, toda essa conversa foi longe demais e eu me apeguei a você de tal forma que não deveria. Passei a te amar e desde então, não consegui mais controlar os meus sentimentos. 

Eu não me arrependo de ter feito tudo aquilo que fiz, porque eu sei que tudo o que eu fiz foi para tentar chamar sua atenção e te mostrar de alguma forma que queria conversar, queria sua atenção e que sentia algo - muito - especial por você, por mais em vão que tudo tenha sido. E eu sei que fui bobo e ingênuo ao ponto de pensar que um dia você poderia se interessar por mim, pelo menos um pouco daquilo interessei por ti. Acredite ou não, você foi o meu primeiro amor e, infelizmente, acabou se tornando também a minha primeira desilusão amorosa. Hoje eu tenho certeza: não sabia o que era amar e sofrer por amor, antes de lhe conhecer.

Eu, como qualquer bobo apaixonado, já quis tanta coisa e mentalizei muitos planos para nós, mas eu estou tentando ao máximo parar com isso, pois eu sei que se continuar, irei aumentar ainda mais a minha dor, por não poder realizar cada um desses sonhos ao seu lado. Então, eu achei melhor cortar o mal pela raiz e não fazer mais nenhum plano que envolva nós dois, juntos.

Mas, apesar de tudo, eu não consigo lhe odiar por todo esse sofrimento e lhe desejo, do fundo do meu coração, toda a felicidade do mundo, mesmo que isso me custe a dor de te ver sendo feliz ao lado de outra pessoa. E talvez o amor seja justamente isso: querer o bem e a felicidade do outro, independente de qualquer coisa ou situação.

Confesso também que choro por você todas as vezes na hora de dormir, na tentativa de as lágrimas levarem toda a dor dentro de mim. Está sendo inútil e até agora, nenhum resultado. Mas eu não vou desistir, pois qualquer tentativa de esquecer, já é boa - e confortante - o suficiente para que eu a deixe escapar. E amanhã eu espero voltar a fazer aquilo que não faço durante meses: sorrir.

Agora preciso ir me deitar, pois o choro já está começando a surgir e eu não quero, em hipótese alguma, que alguém me veja chorar. Por isso eu choro no escuro e quando estou prestes a dormir: para que ninguém veja o quão fraco eu sou.

Até qualquer hora, meu amigo (posso lhe chamar assim?) leitor.


Texto escrito por: Lyvia Rodrigues

[Notícia] Arqueiro divulga capa de "Fique Comigo", de Harlan Coben

A Editora Arqueiro divulgou a capa do livro "Fique Comigo, de Harlan Coben. Lançamento previsto para Abril/2013

Sobre o autor: 

Vencedor de diversos prêmios, Harlan Coben é o único escritor a ter recebido a trinca de ases da literatura policial americana: o Anthony, o Shamus e o Edgar Allan Poe, todos por livros da série deMyron Bolitar. Suas obras já foram traduzidas para 40 idiomas.

Confira a capa e sinopse:

Megan é uma típica dona de casa rica que nem sempre levou uma vida tradicional. Ray, um fotógrafo falido. E Broome, um detetive que não desiste de um antigo caso não solucionado.

O que três pessoas tão diferentes podem ter em comum? Todas elas são assombradas por um acontecimento que mudou suas vidas: Stewart Green, um pai de família viciado em frequentar boates de striptease, desapareceu sem deixar vestígio.

Agora, 17 anos depois, um jovem chamado Carlton Flynn some na mesma data em que Stewart desapareceu. O que poderia ser apenas uma coincidência se torna um padrão quando Broome, que foi designado para o caso, descobre que, ao longo desse tempo, outros homens sumiram do mapa nas mesmas circunstâncias.

No mesmo dia, Ray é agredido na saída de um trabalho. Aquilo que a princípio parecia um assalto comum se revela um ataque encomendado que pode ter relação com seu passado. Enquanto isso, alguém que Megan conheceu há muitos anos reaparece inesperadamente e ela percebe que a vida que construiu para si está ameaçada.

Essa sequência de eventos digna de um filme de Hitchcock arrasta os três para um mundo sombrio de sexo, mistérios e violência, em que seus segredos mais profundos são colocados em risco. Ao mesmo tempo, leva-os a reavaliar suas escolhas e a questionar se finalmente não chegou a hora de a verdade vir à tona.

[Notícia] “O Livro das Princesas”, de Paula Pimenta

A Galera Record, anunciou, nesta terça-feira (05/03), a ilustração da Cinderela, responsável por abrir a história de Paula Pimenta para o livro "O Livro das Princesas". Os leitores-fãs também tiveram acesso ao nome que a autora escolheu para a parte que está sendo escrita por ela: "Princesa Pop".

O novo livro de Paula será dividido com Meg Cabot, Lauren Kate e Patrícia Barboza

“Princesa pop”, de Paula Pimenta, para
O Livro das Princesas - Cinderela 


[Resultado - Sorteio #1] Kit de Leitura

Foram 25370 participantes no primeiro sorteio realizado por nós em parceria com outro blog. Queria agradecer a todos os participantes e deixar o aviso que temos outros vindos por aí e não irá tardar muito. 


Parabéns também a Paula que ganhou os livros e os marcadores. Você tem até 72 horas para entrar em contato com nós (redes sociais, e-mail, etc) para que o envio seja feito. Caso contrário, outro sorteio será realizado. 

Até a próxima, pessoal!!

[Texto] Quantas lágrimas cabem em um olhar?

Tem horas que tudo é tão distante do mundo ótimo. Seus sonhos parecem longe, as respostas demoram a chegar, o arrependimento não é o bastante e a coragem está fazendo você repensar sua vida de uma vez só. Cometi algum erro? Quando vou poder voltar a sorrir? Será mesmo que Tom Jobim estava certo quando disse “tristeza não tem fim felicidade sim”? Você não pode acreditar nisso. Ah, não. Que vontade de chorar. Queria tantos acontecimentos diferentes que se sente ridícula, incapaz e no tão imundo fundo do poço chora horas. Chora desde que tudo desabou, chora por incredulidade, por se sentir a pessoa mais só de todas, não poder sair do lugar, sentir vontade de viver trancada para sempre em algum endereço que ninguém mais a encontre.

O certo seria levantar a cabeça, dominar a tristeza, mas só consegue pensar em quantas lágrimas cabem em um olhar. Seus olhos cansados só lamentam, pensam, tentam, choram, não conseguem, choram novamente, imploram que o tempo passe mais rápido do que o normal. Um ano depois, dois anos depois… Nada. Só passou meia hora.

Logo estará bem, diz quem está com a vida ótima. A mulher na revista só conta as coisas boas. O cantor gargalha e você nem lembra mais como os músculos da boca fazem para realizar aquele movimento. Fácil falar quando o furacão não é deles. Isso nunca vai acabar. Pensa que os olhos ficarão assim para sempre, feios, caídos, impressionados com sua própria imagem. Mais lágrimas caem. Uma dor chata no peito, na alma. O telefone não toca. Seus amigos estão muito ocupados com suas próprias felicidades. A TV ligada distrai um pouco, o livro de Christine M. com uma linda história de amor é uma graça e ajuda a se sentir um pouco mais leve. O ar condicionado, pelo menos, está ligado. Quando dorme, o tempo passa e é a única forma de passar por isso sem queimar neurônios.

Quanto tempo vai durar? Não existem respostas, quando tudo que se quer são respostas. Aí chegam lembranças da pessoa que é, do que sonhou até ali, de como precisa ser forte, da vontade que ainda tem de viver, de sorrir e seguir. Dentro do corpo uma humilde faísca de vontade não deixa morrer os pensamentos bons. Está triste. Assumidamente triste. Por enquanto a única distração é contar quantas lágrimas caem do olhar. Que a sensação de inverno vire verão e tudo se confunda em um novo ótimo mundo.



Texto de Tammy Luciano 

[Resenha] Um porto seguro

Título: Um Porto Seguro
Autor: Nicholas Sparks
Editora: Novo Conceito
Páginas: 414
Classificação: 5/5


Nicholas Sparks é um dos escritores mais adorados do mundo, oito vezes considerado o número 1 de acordo com o The New York Times, com mais de 50 milhões de cópias impressas por todo o mundo. 

O livro conta a história de Katie, uma jovem muito linda e, ao mesmo tempo, muito misteriosa. Ela estava decidida a esquecer do passado de vez a qualquer custo e, por isso, resolveu se mudar para a pequena e pacata cidade de Southport, localizada na Carolina do Norte.

Katie tentou de todas as maneiras não se aproximar de ninguém. Seria muito perigoso qualquer aproximação que envolvesse qualquer tipo de sentimento, tanto para ela quanto para a pessoa. Mas isso foi inevitável quando ela se aproximou de Jo, sua vizinha sem papas na língua e grande amiga. Mas, quando ela pensou que não podia se aproximar de mais ninguém, se vê apaixonando por Alex, um homem que havia perdido sua esposa a pouco tempo e pai de dois filhos (Kristen e Josh).

Ela acreditava que tudo estava indo muito bem (tirando a parte que fora praticamente impossível não se relacionar com ninguém e ter se apaixonado por Alex), até ela ter certeza que não e que seu passado estava, aos poucos, retornando. 

Nas horas mais difíceis, o amor de Alex foi seu único refúgio. Ela encontrou nele aquilo que nenhum outro no momento poderia lhe proporcionar: confiança, amizade, lealdade, fidelidade e, sobretudo, segurança.

Após enfrentar o passo e todas as consequências deixadas pelas situações que não foram resolvidas antes, ela, agora sim, pode se considerar alguém livre. Sim, livre do passado e todos os segredos interligados a ele. 

Emocionante, envolvente, cativante e SENSACIONAL são apenas alguns dos adjetivos que consegui lembrar para descrever um livro que acaba de entrar para os meus favoritos e que vai ser muito difícil algum outro conseguir tirá-lo de lá.

Se ainda não leu, leia. 

[Texto] O amor que pode curar você!


Ame sua família, ame sua família com todo o amor que você imagina ser possível. No momento mais difícil da sua vida é a sua família que estará lá do seu lado, cuidando de você, dizendo que vai passar, estendendo a mão e acalmando seu coração. Existem famílias que não são legais? São raras. A maioria com todos os problemas continua sendo família.Brigam, gritam, parecem se detestar, mas basta um momento difícil que a família com ares de italiana está ali novamente junta, procurando as palavras mais doces para te fazer bem, passando a mão no seu cabelo e te lembrando que você pensou, mas não está só. Sua família te ama. Amigos são bacanas, alguns se preocupam com você tanto quanto família, mas as pessoas têm suas vidas e acabam indo tocar seus dias, não podem ficar todos os dias do seu lado. Garanto que se você estiver doente, seja fisica ou emocionalmente, sua família estará lá. Por que? Você é parte deles, são eles, todos juntos, que formam um núcleo de mesmo sobrenome. Se você está com um problema, esse problema também é deles.

Não é fácil ser só, não é fácil ter que tocar questões tão fundas da rotina com a força de uma família. Conheço pessoas que não têm ninguém, são completamente só. É triste. Sei bem o poder que a palavra do meu pai, tão consoladora, tem nos meus dias. Quantas vezes me senti sem chão e ele me disse: Minha filha, você é maravilhosa, pessoa de bem, seu pai tem muito orgulho de você e isso vai passar. Passava. Outras vezes, eu lamentava uma situação e ele me abraçava dizendo: Minha filha, escreva, escreva livros. Isso te faz feliz, esse é o seu sonho, eu vou apoiar você. Nem sempre foi assim. Quando decidi fazer teatro, meu pai foi contra, por preocupação, pela carreira passar instabilidade. O tempo mostrou que eu amava muito atuar, escrever e o amor dos meus pais ficou do meu lado a partir daquele instante. Quanto mais idade ganhei, mais vontade de escutar minha família passei a ter. Quero saber o que pensam, sentem, acham, quero estar perto, telefono toda hora, me preocupo. Não quero mais que meu pai carregue peso, faça esforço e fique cansado. Quero estar com minha família muito tempo, ter por perto quem me apoia acima de qualquer coisa, me ama como sou, me quer um bem que eu mesma (por ainda não ser mãe) não tenho ideia do que é. Tenho uma irmã, a amo demais e talvez com ela eu faça um singelo exercício de ser mãe, mas, pelo que dizem, só sendo mãe para entender o sentido da vida.

A existência nem sempre vai tratar você como sonhou. Vidas que parecem perfeitas não são perfeitas. Tenho amigos milionários passando o Natal sozinhos, porque os amigos estavam com suas famílias e a pessoa não tinha ninguém. Deus me livre dessa solidão. Uma vez um amigo que tem muito dinheiro me disse: Faz muitos anos que não sou feliz. A última lembrança foi quando eu estava duro, morava na casa dos meus pais e tinha sonhos enormes na cabeça. O que aconteceu quando ele ganhou muito dinheiro e realizou todos os sonhos? Nem ele mesmo sabe.

Eu moro sozinha. Muita gente diz que queria minha vida. Tem dias que é insuportável. Algumas horas, pego o carro e vou pedir colo na casa dos meus pais. Não existe mundo perfeito, dinheiro não é tudo e a gente não tem asas para voar sempre que quer. Voos sinceros são raros. A vida não é festa. Alguns dias seus sonhos serão maiores que sua realidade, você terá que refazer seu caminho e talvez seus pais sejam os únicos que possam te ajudar a recomeçar. Tem horas que uma vontade é maior que tudo, chegou a hora de realizar, seja porque sua idade está passando, seja porque você não pode mais viver sem aquilo. Talvez apenas sua família seja capaz de te dar aquele abraço de amor capaz de dizer: Calma, tudo ficará bem.

Texto de Tammy Luciano.

[Lançamento] "O castelo encantado", Edith Nesbit



"O ano novo começa com ótimas notícias. A Autêntica Editora está atualizando o que existe de melhor na literatura universal destinada ao público juvenil. Cinco clássicos de domínio público já estão em processo de tradução e edição coordenada pela premiada escritora e editora Sonia Junqueira. São todos lançamentos de obras que permaneceram ao longo do tempo e trazem importantes mensagens sobre valores humanos universais e atemporais. Todas elas ganham traduções inéditas e projetos gráficos modernos. O primeiro título está previsto para ser publicado já agora em janeiro. Trata-se de O Castelo Encantado, da escritora e poetisa inglesa Edith Nesbit (1858-1924), conhecida por E. Nesbit." (fonte)


Capa/Sinopse

Título original: The Enchanted Castle
Páginas: 248
Editora: Autêntica Editora
ISBN: 9788582170243
Leia o primeiro capítulo

"Um livro que encantou gerações em todo o mundo."

Publicado pela primeira vez em 1907, este livro conta as aventuras de três irmãos que, durante as férias escolares, na Inglaterra do começo do século XX, encontram um castelo encantado a que não faltam os costumeiros fantasmas, mas que também tem sortilégios e encantamentos assustadores.

Um lago, bosques e estátuas de mármore, torres brancas e torreões criam um clima de conto de fadas, confirmado quando os três encontram, num labirinto, uma princesa adormecida.

A princesa conta que aquele lugar é cheio de encantamentos, mas as crianças resistem a acreditar nela, que lhes mostra os tesouros do castelo, incluindo um anel de invisibilidade… E logo os quatro, numa série de aventuras e perigos, descobrem que o anel tem muitos outros poderes mágicos…

[Crônica] O Primeiro Beijo


Os dois mais murmuravam que conversavam: havia pouco iniciara-se o namoro e ambos andavam tontos, era o amor. Amor com o que vem junto: ciúme.

- Está bem, acredito que sou a sua primeira namorada, fico feliz com isso. Mas me diga a verdade, só a verdade: você nunca beijou uma mulher antes de me beijar? Ele foi simples: - Sim, já beijei antes uma mulher.

- Quem era ela? perguntou com dor.

Ele tentou contar toscamente, não sabia como dizer.

O ônibus da excursão subia lentamente a serra. Ele, um dos garotos no meio da garotada em algazarra, deixava a brisa fresca bater-lhe no rosto e entrar-lhe pelos cabelos com dedos longos, finos e sem peso como os de uma mãe. Ficar às vezes quieto, sem quase pensar, e apenas sentir - era tão bom. A concentração no sentir era difícil no meio da balbúrdia dos companheiros.

E mesmo a sede começara: brincar com a turma, falar bem alto, mais alto que o barulho do motor, rir, gritar, pensar, sentir, puxa vida! como deixava a garganta seca.

E nem sombra de água. O jeito era juntar saliva, e foi o que fez. Depois de reunida na boca ardente engulia-a lentamente, outra vez e mais outra. Era morna, porém, a saliva, e não tirava a sede. Uma sede enorme maior do que ele próprio, que lhe tomava agora o corpo todo.

A brisa fina, antes tão boa, agora ao sol do meio dia tornara-se quente e árida e ao penetrar pelo nariz secava ainda mais a pouca saliva que pacientemente juntava.

E se fechasse as narinas e respirasse um pouco menos daquele vento de deserto? Tentou por instantes mas logo sufocava. O jeito era mesmo esperar, esperar. Talvez minutos apenas, enquanto sua sede era de anos.

Não sabia como e por que mas agora se sentia mais perto da água, pressentia-a mais próxima, e seus olhos saltavam para fora da janela procurando a estrada, penetrando entre os arbustos, espreitando, farejando.

O instinto animal dentro dele não errara: na curva inesperada da estrada, entre arbustos estava... o chafariz de onde brotava num filete a água sonhada. O ônibus parou, todos estavam com sede mas ele conseguiu ser o primeiro a chegar ao chafariz de pedra, antes de todos.

De olhos fechados entreabriu os lábios e colou-os ferozmente ao orifício de onde jorrava a água. O primeiro gole fresco desceu, escorrendo pelo peito até a barriga. Era a vida voltando, e com esta encharcou todo o seu interior arenoso até se saciar. Agora podia abrir os olhos.

Abriu-os e viu bem junto de sua cara dois olhos de estátua fitando-o e viu que era a estátua de uma mulher e que era da boca da mulher que saía a água. Lembrou-se de que realmente ao primeiro gole sentira nos lábios um contato gélido, mais frio do que a água.
E soube então que havia colado sua boca na boca da estátua da mulher de pedra. A vida havia jorrado dessa boca, de uma boca para outra.

Intuitivamente, confuso na sua inocência, sentia intrigado: mas não é de uma mulher que sai o líquido vivificador, o líquido germinador da vida... Olhou a estátua nua.

Ele a havia beijado.

Sofreu um tremor que não se via por fora e que se iniciou bem dentro dele e tomou-lhe o corpo todo estourando pelo rosto em brasa viva. Deu um passo para trás ou para frente, nem sabia mais o que fazia. Perturbado, atônito, percebeu que uma parte de seu corpo, sempre antes relaxada, estava agora com uma tensão agressiva, e isso nunca lhe tinha acontecido.

Estava de pé, docemente agressivo, sozinho no meio dos outros, de coração batendo fundo, espaçado, sentindo o mundo se transformar. A vida era inteiramente nova, era outra, descoberta com sobressalto. Perplexo, num equilíbrio frágil.

Até que, vinda da profundeza de seu ser, jorrou de uma fonte oculta nele a verdade. Que logo o encheu de susto e logo também de um orgulho antes jamais sentido: ele... Ele se tornara homem.

Crônica de Clarice Lispector.

[Notícia] Megalivrarias crescem no Brasil, apesar da Internet


Foto: Tiago Queiroz/Estadão



Enquanto nos Estados Unidos as megalivrarias fecham as portas, no Brasil o cenário é de expansão. As grandes redes do País têm ganhado cada vez mais espaço. O aumento do número de lojas que faturam entre R$ 7 milhões e R$ 10 milhões por ano dá a dimensão do fenômeno: elas saltaram de três em cada cem, em 2009, para 17 em cada cem em 2012, segundo pesquisa da consultoria Gfk. E, ao contrário do que se poderia imaginar, boa parte do crescimento está no mundo físico - mesmo diante do avanço das operações online.

A Livraria Cultura, hoje presente em oito Estados, abrirá quatro unidades neste ano. A Livrarias Curitiba, que tem presença forte no Paraná e em Santa Catarina, inaugurou duas em 2012 e vai abrir outra de mil metros quadrados em Sorocaba (SP). Maior rede do País, a Saraiva, dona de cem unidades, vai abrir mais quatro este ano.

Mas por que essa expansão num país em que os cidadãos leem, em média, quatro livros por ano (incluindo os lidos na escola)? Nos Estados Unidos, onde essa estimativa sobe para dez, a rede Borders fechou todas as suas unidades, deixando cerca de 10 mil funcionários sem trabalho, e a previsão é que outra grande rede, a Barnes & Noble, feche um terço de suas lojas nos próximos dez anos.

Além de haver espaço para a abertura de novas lojas no Brasil (são 3.481 livrarias para 5,5 mil municípios), há outras explicações para esse contraponto. A primeira delas é o contexto econômico. Os americanos, desde a crise financeira de 2008, têm consumido menos. Isso se opõe ao cenário brasileiro, onde - mesmo com a desaceleração da economia - a classe média emergente está ficando mais educada.

"O número de potenciais compradores de livro está crescendo junto com o aumento dos alunos em cursos superiores", diz o consultor do mercado editorial Gerson Ramos. "Embora esse estudante seja mais um consumidor de material preparado para as aulas, estamos formando uma pessoa que pode virar um leitor."

Outra característica que diferencia a realidade brasileira da americana é a situação do varejo. Não são apenas as livrarias que estão encerrando as suas operações físicas nos EUA. O grupo de vestuário Abercrombie & Fitch, por exemplo, fechou 135 lojas nos últimos dois anos e anunciou que planeja fechar mais 180 unidades nos próximos anos. A Best Buy, ícone na venda de produtos eletrônicos, encerrou as atividades de 50 lojas.

Na opinião do presidente da Livraria Cultura, Sergio Herz, as livrarias americanas estão inseridas num contexto em que o varejo tenta se reinventar diante da força do comércio eletrônico. "Nos anos 60, o que você fazia para conquistar um cliente? Abria uma loja. Hoje, o cliente passa em frente à sua loja com um smartphone (que informa preços e permite a compra de produtos)."

A migração das vendas físicas para o mundo online, para o executivo, seria o principal fator para a crise no varejo americano. Esse, aliás, foi um dos assuntos polêmicos tratados na Retail Big Show, o maior evento do setor, realizado nos Estados Unidos. Durante a feira, ouviu-se de analistas que em dez anos o Walmart, hoje o maior varejista do mundo, deve perder esse posto para a Amazon, o maior site de e-commerce.

Dito isso, é natural pensar que o mesmo problema afete o Brasil e, consequentemente, as livrarias. Mas Marcilio Pousada, presidente da Saraiva, pondera que as livrarias americanas não construíram grandes negócios na internet. A Borders, por exemplo, entregou toda a sua operação de venda online para a Amazon no início dos anos 2000. "Em 1998, nós estabelecemos um negócio muito forte na internet, que hoje representa 35% das vendas da Saraiva (o site vende outras coisas, mas o livro é o carro-chefe). Quem tem livraria física, mas não está bem na internet, pode vir a ter problema sim."

Quem não incrementa a estrutura da operação física, por outro lado, também tende a não obter sucesso no Brasil. Nesse quesito, as livrarias locais estão na frente das americanas, segundo Samuel Seibel, dono da paulistana Livraria da Vila (que inaugura uma loja em Curitiba neste ano). "As brasileiras são mais aconchegantes e extrapolam o conceito que tínhamos de livraria há até pouco tempo, pois viraram um ponto de encontro. Você marca reuniões, toma café e tem o ambiente como algo agradável."

Segundo ele, esse "charme" típico das livrarias brasileiras contrasta com as lojas dos EUA. Além de diversas filiais e muitos metros quadrados, as americanas são bastante parecidas umas com as outras e oferecem exatamente a mesma experiência. "No nosso caso, o projeto arquitetônico consegue ter uma particularidade em cada loja. O bem-estar se recompõe a cada projeto."

Nas lojas de Seibel, os móveis são comprados em brechó, há estantes onduladas, escadas com corrimão arredondado, pufes grandes coloridos, poltronas e tapetes. Tudo é composto de forma distinta em cada uma das sete unidades existentes na capital paulista. A tentativa é fazer da livraria um local de passeio.

A Livraria Cultura, cuja unidade do edifício Conjunto Nacional, em São Paulo, também esbanja curvas e cores, tem ainda duas salas de cinema e teatro. Neste ano, a empresa usará seus teatros e auditórios para começar a oferecer cursos livres em diversas áreas do conhecimento.

Diversificação. Além de criar um espaço de entretenimento, as livrarias têm se esforçado para ir além dos livros. A Fnac já se consagrou na venda de TV, celular e computador, entre outras categorias - deixando até o acervo de obras em segundo plano. Lá, os livros respondem por cerca de 25% do faturamento total da loja, segundo estimativas do mercado. Na Saraiva, também é possível encontrar brinquedo, tablet, massageador e TV.

"Trata-se da necessidade de ter um conjunto de produtos de maior valor unitário", diz Gerson Ramos. Isso se prova nos números. Em 2009, quase todo o faturamento vinha dos livros para 37% das livrarias brasileiras. Em 2012, essa fatia caiu para 22%. É o começo da vida das livrarias além dos livros. / COLABOROU MARIA FERNANDA RODRIGUES


Fonte: Estadão

[Lançamento] "O Enigma da Borboleta", de Kate Ellison





O Enigma da Borboleta”, originalmente publicado em 2012 no exterior, é o primeiro livro da escritora americana Kate Ellison e será publicado no Brasil pela Editora Leya no próximo mês (março!).


Capa/Resenha:

Penélope, conhecida por Lo, sempre gostou de colecionar objetos bonitos. O trabalho de seu pai como consultor fez com que ela crescesse passando de uma cidade decadente para outra, habituando-se a pegar (às vezes até mesmo roubar) bijuterias peculiares e lembranças de cada novo lugar – bens que lhe permitissem sentir, ao menos, alguma sombra de lar. 

Mas, desde a morte de seu irmão Oren, sua família nunca mais foi a mesma: seu pai fica mais no escritório que em casa, sua mãe vive dopada de medicamentos antidepressivos, e a mania de Lo se tornou potencialmente perigosa, quase uma obsessão. Durante sua rotina de vasculhar mercados de pulgas em busca de coisas interessantes, ela descobre um belo pingente antigo, e reconhece-o como tendo sido roubado da casa de uma garota assassinada, conhecida apenas como “Sapphire” – uma menina somente alguns anos mais velha que Lo. Com a ajuda do artista de rua Flynt, ela parte em busca do assassino, iniciando uma investigação para desvendar este enigma.

Como sempre ocorre quando fica obcecada por sua mente e, com a ajuda do artista de rua Flynt, ela parte em busca do assassino, iniciando uma eletrizante investigação para desvendar este enigma.

[Novidade] Eu leio Brasil

Escritora cria movimento em prol da literatura nacional, "Eu Leio Brasil"




Com o objetivo de buscar um espaço maior para autores brasileiros nas editoras e nas livrarias, assim como incentivar a leitura de titulos nacionais, a escritora Janaina Rico criou o movimento "Eu Leio Brasil". 


Janaina, que é autora de títulos que bateram altas vendas, como os Chik Lits Ser Clara e Apimentando (10 mil vendidos, o primeiro. E o segundo, lançado recentemente, já bateu 3 mil vendidos), criou até uma fan page para o movimento. Mas, não parou por ai... "Fiz uma petição online com o intuito de pedir atenção das pessoas acerca da literatura nacional", explicou. 


Conheça o texto da petição:


"A literatura nacional pede socorro. Ela está neste momento entre a vida e a morte, em um leito de UTI, respirando com a ajuda de aparelhos. E precisamos dar o tratamento necessário antes que seja tarde demais.


O problema não é a falta de qualidade. Assim como em qualquer outro campo do conhecimento humano, nas escritas temos autores bons e autores ruins, livros bons e livros ruins. E, aqui no Brasil, como em todo o resto do mundo, temos os que se destacam e os que não.


O que está acontecendo é que as obras brasileiras não estão recebendo o trato que merecem. Basta entrar em qualquer livraria para perceber a diferença de tratamento. Em destaque, apenas as obras que vêm de fora. Nas listas dos mais vendidos, nomes estrangeiros pipocam, e de vez em quando surge uma Paula ou um Eduardo para diversificar.


Os marketings das grandes editoras apontam todos os seus canhões para 50 tons de estrangeirismo, enquanto o verde e amarelo fica ofuscado sob o cinza.


Ora, não podemos esquecer que para cá já vem os best-seller, testados e retestados no exterior, que já passaram por uma pesada campanha de publicidade.


Mas os daqui ficam renegados a segundo plano, sem que os leitores sequer tenham o direito de escolher se vão comprar ou não. A dinâmica é clara: o consumidor comum entra em uma livraria procurando uma capa que lhe chame atenção, ou uma história que se destaque no meio das outras. Impossível que um livro escondido no meio da prateleira ganhe a parada. Isso, quando pelo menos fica em um canto escondido na livraria, pois a maioria das vezes, os títulos nacionais nem chegam às estantes das grandes redes. Por isso, criei esse manifesto. Longe de mim pedir para que as pessoas só leiam os nacionais. Mas quero chegar no shopping e ter o direito de escolha entre elas e as Vanessas, Leilas e Carinas. Ah, e Janainas também!"


[Enquete] Qual deve ser a próxima resenha?

Eu acabei lendo alguns livros e esquecendo de fazer resenha aqui para o blog. Por isso resolvi criar uma enquete para saber qual resenha - dos livros que eu li - vocês querem primeiro. 

Então, bora votar? hahaha


Obs.: Todos os livros citados na enquete terá resenha aqui no blog. A enquete só servirá para que eu possa saber exatamente a ordem de postá-las, ok?

[Sorteio #1] Kit de Leitura

O “Viaje na Leitura” em parceria com o Blog “Livros e Devaneios” irá premiar um leitor com um Kit de leitura imperdível! 


Para concorrer, tem que ter endereço de entrega no Brasil, seguir as etapas do Rafflecopter e torcer muito!

a Rafflecopter giveaway


O sorteio será no dia 03/03/2013 às 18h00min, o resultado sai no mesmo dia, nos blogs participantes. O prêmio será enviado ao vencedor (a) em até trinta dias após o término da promoção!

[Livro desejado] Cisne, de Eleonor R. Hertzog


Cisne
(Volume I da Série: Uma Geração, Todas as Decisões )
http://www.eleonorhertzog.com.br/

Ninguém sabe exatamente quais são os critérios de seleção da Escola Avançada de Champ-Bleux, mas não há como discutir sua eficácia. Seus exames de ingresso não erram nunca! Entre milhares de candidatos de todos os pontos da Terra, apenas duzentos e cinquenta são escolhidos a cada semestre. E, num mundo onde ser cientista é o maior status que alguém pode desejar, a Escola Avançada de Champ-Bleux forma aqueles que são disputados a peso de ouro.

Doris e Henry Melbourne são cientistas formados por Champ-Bleux. Aparentemente, são biólogos marinhos. Aparentemente, suas vidas se centram no Cisne, barco de pesquisas onde moram com os filhos. E, também aparentemente, são terráqueos...

Seus filhos acreditam em todas essas aparências – ao menos por enquanto. Seguindo os passos dos pais, os jovens Melbourne fizeram os exames de ingresso para Champ-Bleux. Enquanto, cheios de expectativa, aguardam os resultados para saber se ao menos um deles entrou na Escola Avançada, veem-se envolvidos numa questão diplomática entre Terra e Tarilian, o único outro mundo habitado que os terráqueos conhecem. Inesperadamente, o futuro das relações entre os dois mundos vai ser decidido em um barco no meio do oceano!

Mal sabem eles que isso é apenas o começo... Logo precisarão decidir pela Terra inteira!




O livro está disponivel na Saraiva, Siciliano e Cia dos Livros

[Crônica] Ao momento presente


Deixe que ele respire, como uma coisa viva. E tenha muito cuidado: ele pode quebrar.

Como um bebê ou um cristal: tome-o nas mãos com muito cuidado. Ele pode quebrar, o momento presente. Escolha um fundo musical adequado — quem sabe, Mozart, se quiser uma ilusão de dignidade. Melhor evitar o rock, o samba-enredo, a rumba ou qualquer outro ritmo agitado: ele pode quebrar, o momento presente. Como um bebê, então, a quem se troca as fraldas, depois de tomá-lo nas mãos, desembrulhe-o com muito cuidado também. Olhe devagar para ele, parado no canto do quarto ou esquecido sobre a mesa, entre legumes, ou misturado às folhas abertas de algum jornal. Contemple o momento presente como um parente, um amigo antigo, tão familiar que não há risco algum nessa presença quieta, ali no canto do quarto. Como a uma laranja, redonda, dourada — mas sem fome, contemple o momento presente. Como a cinza de um cigarro que o gesto demorou demais, caída entre as folhas de um jornal aberto em qualquer página, contemple o momento presente. E deixe o vento soprar sobre ele.

Desligue a música, agora. Seja qual for, desligue. Contemple o momento presente dentro do silêncio mais absoluto. Mesmo fechando todas as janelas, eu sei, é difícil evitar esses ruídos vindos da rua. Os alarmes de automóveis que disparam de repente, as motos com seus escapamentos abertos, algum avião no céu, ou esses rumores desconhecidos que acontecem às vezes dentro das paredes dos apartamentos, principalmente onde habitam as pessoas solitárias. Mas não sinta solidão, não sinta nada: você só tem olhos que olham o momento presente, esteja ele — ou você — onde estiver. E não dói, não há nada que provoque dor nesse olhar.

Não há memória, também. Você nunca o viu antes. Tenha a forma que tiver — um bebê, um cristal, um diamante, uma faca, uma pêra, um postal, um ET, uma moça, um patim — ele não se parece a nada que você tenha visto antes. Só está ali, à sua frente, como um punhado de argila à espera de que você o tome nas mãos para dar-lhe uma forma qualquer — um bebê, um cristal, um diamante e assim por diante. E se você não o fizer, ele se fará por si mesmo, o momento presente. Não chore sobre ele. No máximo um suspiro. Mas que seja discreto, baixinho, quase inaudível. Não o agarre com voracidade — cuidado, ele pode quebrar. Não ria dele, por mais ridículo que pareça. Fique todo concentrado nessa falta absoluta de emoção. Não espere nada dele, nenhuma alegria, nenhum incêndio no coração. Ele nada lhe dará, o momento presente.

Deixe que ele respire, como uma coisa viva. Respire você também, como essa coisa viva que você é. Contemple-o de frente, igual àquela personagem de Clarice Lispector contemplando o búfalo atrás das grades da jaula do jardim zoológico. Você pode estender a mão para ele, tentar uma carícia desinteressada. Mas será melhor não fazer gesto algum.

Ele não reagirá, mesmo todo pulsante, ali à sua frente.

Respire, respire. Conte até dez, até vinte talvez. Daqui a pouco ele vai começar a se transformar em outra coisa, o momento presente. Qualquer coisa inteiramente imprevisível? Você não sabe, eu não sei, ele não sabe: os momentos presentes não têm o controle sobre si mesmos. Se o telefone tocar, atenda. Se a campainha chamar, abra a porta. Quando estiver desocupado outra vez, procure-o novamente com os olhos. Ele já não estará lá. Haverá outro em seu lugar. E então, como a um bebê ou a um cristal, tome-o nas mãos com muito cuidado. Ele pode quebrar, o momento presente. Experimente então dizer “eu te amo”. Ou qualquer coisa assim, para ninguém.

Crônica de Caio Fernando Abreu para O Estado de S. Paulo, 11/3/1987

[Entrevista] Clarissa Corrêa

Nós entrevistamos a nossa querida Clarissa Corrêa e ela, gentilmente, respondeu todas as nossas perguntas. Espero que vocês gostem do resultado!


1 - Clarissa, você já teve outras profissões antes de virar escritora profissional? Se sim, qual (ais)?

Eu escrevo desde pequeninha. Antes eu queria ser psicóloga. Cheguei a cursar 4 anos de Psicologia. Antes disso, cursei 3 de Direito. Mas meu caminho sempre foi o das letras mesmo. Mantenho dois trabalhos: o de escritora e o de redatora publicitária.


2 - Quando criou seu blog em 2005, imaginou que as pessoas iriam se identificar tanto com aquilo que escrevia?

Sabe que isso nunca me passou pela cabeça? Sempre guardei pra mim, em cadernos e blocos, o que escrevia. Daí um dia eu resolvi fazer um blog. As pessoas começaram a ler. A coisa  começou a se espalhar. E eu, é claro, comecei a gostar disso tudo.


3 - Quando você fala de alguma coisa relacionada a sentimentos em seus textos... Você escreve aquilo que está sentindo ou aquilo que o seu público - provavelmente - está passando?

Na verdade, sou muito observadora. Uma das coisas que mais gosto é observar o comportamento das pessoas, a forma como elas agem no dia a dia, como manifestam seus sentimentos e anseios. Então, escrevo sobre comportamento. O meu, o delas, o de todos nós.


4 - Você acha que o escritor Brasileiro é pouco valorizado? O que deveria ser feito para mudar isso?

Acho. É um problema cultural. Grande parte da população não lê. Isso vem da escola. Nos obrigam a ler livros chatos, o que causa um desconforto e um certo trauma. Por isso, os jovens crescem sem referência, sem consumir literatura de uma forma saudável. Acho que a mudança deve acontecer nas escolas e, é claro, em casa. Os pais devem estimular a leitura dentro de casa. Só assim os escritores terão mais valor, assim como a literatura brasileira.


5 - Qual o seu escritor favorito atualmente? E escritora?

Gosto muito do Philip Roth e da Claudia Tajes.


6 - Uma nova geração de escritores estão surgindo por aí, ocupando espaço no mercado. Você acha que a literatura Brasileira estará bem servida daqui a alguns anos?

Acho que sim.


7 - Como é o processo para montar uma crônica? Como surgem as ideias? Quais as principais dicas que você pode dá para quem quer escrever um texto em alto nível? 

Bah, é difícil te responder isso. Cada pessoa tem seu jeito, sua forma bem particular. As ideias surgem no meio do banho, fazendo o jantar, ouvindo uma conversa de transeuntes, pegando um DVD na locadora, levando minha cadelinha para passear. Surge do nada, por isso tenho bloquinhos espalhados por toda a casa. Ontem mesmo eu já estava deitada, tive uma ideia, pensei assim “vou guardar isso na cabeça e amanhã escrevo”. Não tinha papel do lado. Fiquei me revirando na cama, levantei e fui anotar, com medo de esquecer. Em primeiro lugar, a pessoa tem que descobrir qual é o seu estilo. Depois, tem que ter uma ideia, estruturar o texto na cabeça e depois colocar no papel ou na tela. Mas isso varia tanto de uma pessoa pra outra! Impossível definir uma fórmula, sabe?


8 - Quais são seus projetos para o ano de 2013? Pretende escrever e/ou publicar alguma livro?

Então, por enquanto não posso falar nada sobre isso. Mas tenho, sim, projetos para este ano. Tenho um livro infantil e mais três projetos em andamento.


9 - Quando a editora dá um sinal positivo para que o livro de um autor seja publicado, como funciona esse processo? Conte-nos os detalhes.

O autor não compra nada, muito pelo contrário. Ele assina um contrato e o processo se inicia. Diagramação, capa, projeto gráfico, etc. Então, o autor recebe o livro para a revisão final. Depois disso ele vai para a gráfica. Quando fica pronto oautor recebe uma caixa com vários exemplares, para distribuir (divulgação) para quem quiser. A editora se encarrega de enviar exemplares para formadores de opinião e jornalistas. O lançamento é marcado e o livro chega até as livrarias. É dessa forma que funciona com um autor que assina um contrato com uma editora. Mas existem outras formas. Meu primeiro livro, por exemplo, foi com uma editora que trabalhava com impressão sob demanda. Ou seja: tu pede mais livros na medida em que eles vão acabando. Tem gente que paga para publicar um livro. Outros conseguem patrocínio.


10 - O seu primeiro livro se chama "Um Pouco do Resto", o segundo "O amor é poá" e o último "Para todos os amores errados". Onde, quando e como as pessoas que estão lendo isso poderá adquiri-los? Tem como comprá-los através de você?

Meus dois primeiros livros, Um Pouco do Resto e O amor é poá, são comprados diretamente comigo. A pessoa me manda um e-mail, encomenda, deposita o valor na minha conta, manda o endereço para envio e eu mando as encomendas. Já o Para todos os amores errados é vendido somente nas livrarias. Ele foi reimpresso em dezembro, já está na segunda edição.


11 - Você é sempre educada com todos aqueles que se propõe a falar com você. Caso venha lançar algum outro livro, gostaria de viajar o Brasil inteiro (com noites de autógrafos) para ter mais contato com aqueles que te seguem e gostam de seu trabalho?

O mínimo que posso ser é educada com as pessoas que me dão carinho e curtem meu trabalho. Não consigo ser de outra forma. Mesmo sem viajar pelo país eu mantenho contato com quem gosta do meu trabalho. A internet é uma excelente ferramenta para isso. Mas seria muito bom conhecer as pessoas ao vivo, sim.


12 - Se você sentasse para escrever um livro, sem ser de crônicas, acha que se sairia bem?

Adoro escrever crônicas, seria um desafio muito bom escrever um romance, por exemplo.


Ping Pong: 

Um nome: Juno
Família: Aconchego
Cor: Amarelo
Lugar: Amsterdam
Saudade: vó Lalá
Defeito: teimosia
Qualidade: lealdade
Deus: 
2013: o ano dos sonhos

[Notícia] Arqueiro publicará mais dois livros de Nicholas Sparks

A Editora Arqueiro divulgou nesta quinta feira (07/02), que adquiriu os direitos autorais para tradução de 2 livros do escritor Nicholas Sparks. Os livros são: "Message in a Bottle" e "A Bend in the Road". 


Confira as capas e as sinopses:



Lançada para as ondas, e ao destino, a garrafa poderia ter acabado em qualquer lugar. Em vez disso, ele é encontrado apenas três semanas depois ele começa a sua jornada. Theresa Osborne, divorciada e mãe de um filho de doze anos de idade, descobre que, durante um período de férias à beira-mar de seu trabalho como colunista de um jornal de Boston. Dentro está uma carta que abre com "Minha Querida Catherine, sinto falta de você, minha querida, como sempre faço, mas hoje é particularmente difícil porque o oceano tem estado a cantar para mim, e a canção é a da nossa vida juntos..." Para Garrett, a mensagem é a única maneira que ele conhece para expressar seu amor por uma mulher que ele perdeu. Para Teresa, desconfiado de romance desde que seu marido quebrou a confiança dela, a mensagem levanta questões que intriga dela. Desafiado pelo mistério, e conduzido para encontrar Garrett por emoções que ela não entende, Theresa começa uma busca que a leva para uma cidade ensolarada costa e um confronto inesperado. Reunidos seja por acaso ou algo mais poderoso, Theresa e Garrett vidas se juntam em um conto que ressoa com as nossas mais profundas esperanças de encontrar um amor eterno. Brilhando com suspense e intensidade emocional, Message in a Bottle (“Uma carta de amor”) leva os leitores a uma caça à verdade sobre o homem e suas memórias, e sobre ambos a fragilidade comovente e enorme força do amor. Para aqueles que amam o notebook e leitores esperando para descobrir a magia de contar histórias Nicholas Sparks, aqui é um romance dolorosamente linda de desejo acaso, e as escolhas que mais importam.




Vida de Miles Ryan parecia terminar o dia sua esposa morreu em um acidente, há dois anos. Missy tinha sido seu primeiro amor, e Miles acredita fervorosamente que ela vai ser a última. Como um deputado na Carolina do Norte cidade de New Bern, Miles Ryan não só chora por Missy, mas também almeja trazer o piloto desconhecido à justiça. Então Miles conhece Sarah Andrews. O professor de segundo grau de seu filho, Jonas, Sarah deixou Baltimore depois de um divórcio difícil começar de novo nos arredores suaves de New Bern. Talvez sejam suas próprias feridas emocionais que fazem dela sensível ao machucar elas vê pela primeira vez nos olhos de Jonas, e depois de seu pai. Timidamente, Sarah e Miles chegar ao outro. Logo ambos estão rindo pela primeira vez em anos... E se apaixonar. Nem será capaz de adivinhar como eles são intimamente ligados a um chocante segredo, que irá forçá-los a questionar tudo o que sempre acreditamos... E fazer uma escolha dolorosa que irá mudar suas vidas para sempre. Em uma curva na estrada, Nicholas Sparks escreve com uma intensidade luminosa sobre voltas amargas da vida e doçura incomparável. Sua mensagem afirmando traz uma grande lição sobre as imperfeições do ser humano, os erros que todos nós fazemos, e da alegria que vem quando nos entregamos ao amor.


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